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[Terça-feira, Dezembro 11, 2007]
Sobrenatural
Livros, testamentos
Folhas de jornal
A vida é curta, mas não é pouca
Máquina do tempo,
Bola de cristal
Sobrenatural é eu saber que não serei pra sempre assim
Me destaco de um álbum de fotografia antigo pra lembrar de mim
Dizem fiquei fora
por tempo demais
e aquele agora ou nunca ficou pra trás
O que não disseram
é que voltei diferente
e que o meu agora
é daqui pra frente
Nada me amarra
Passado é propulsão
Todos meus caminhos
Começam com um pé no chão
Hoje quando o sol saiu eu resolvi voltar
Ludov para o post pobre de hoje. Não ando com muita insipração prá escrever, sabe?! Fora do caderno de capa vermelha e folhas coloridas as coisas são um pouco mais difíceis, acho...
beijo gigante...
... é só saudade, mas dói tanto...
por Silvestrinha... * 11:44 PM
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[Quarta-feira, Novembro 28, 2007]
... vale más poder brillar que solo buscar ver el sol...
É como se houvesse um marco, uma linha tênue, que divide a Silvestra em duas. Existe a Silvestra antes do dia 23/11, e a Silvestra depois de 23/11. E tudo aconteceu por causa de uma viagem qeu eu nem qeuria tanto assim fazer. Um curso no interior de São Paulo, que meu irmão achou que seria legal eu fazer. E, assim, lá fui eu prá Guararema, vendo, pelo caminho, as coisas que eu tinha que fazer naquele final de semana ficando prá trás com as árvores da estrada. E não foi fácil deixar prá trás os planos que eu tinha, mas mesmo assim eu fui, sem saber o que esperar daquele final de semana.
E, hoje, três dias após o Open Life, cá estou eu. Mais forte. Mais corajosa. Mais eu mesma. Três dias de vida diferente. Três dias de um bem estar que eu nunca senti na vida. Três dias de uma felicidade se tamanho, plena, que eu não sei explicar de onde vem. Três dias em que eu estou preparada prá mudar o mundo, o meu mundo, e fazer as coisas diferentes dessa vez. É como se, nesse final de semana que passou, eu tivesse conquistado uma segunda chance de começar tudo de novo, entende?!
Engraçado que, ontem, depois da aula, conversando com alguém que eu gosto demais, eu ouvi uma coisa que o Davi, meu companheiro de cigarro de intervalo e de almoços e comidinhas no meio dia, já tinha me dito sábado de tarde - só que o Davi não me conhecia até então. Minha energia tá diferente. Meu sorriso tá diferente. O brilho do meu olho tá diferente. E, quando eu me olho no espelho, eu percebo isso também, sabe?! É tão visível, que chega a assustar, de tão brusca que foi essa mudança, em um final de semana.
Só tenho a agradecer ao meu irmão-padrinho pela experiência maravilhosa. Só tenho a agradecer à todos os novos amigos que eu fiz no final de semana, e que, mais do que ninguém, sabem exatamente do que eu tô falando, e da intensidade das coisas que a gente viveu. Só tenho que agradecer à quem mais colocou essa experiência na minha vida, nesse momento que eu tava mesmo precisando.
Meu destino depende da qualidade das minhas decisões. E, agora que eu conheço essa parte de mim que tava dormindo, a certeza de que as coisas vão ser melhores, sempre, me faz sentir cada segundo melhor... Que seja sempre assim. hoje melhor que ontem, e amanhã melhor que hoje. O processo não acabou, e nem vai acabar.
Action ano que vem - aí vou eu!!!!!
Yeeeeeeeeeeeeessssssssssss!!!!!!!!
... Saber que se puede querer que se pueda
quitarse los miedos sacarlos afuera
pintarse la cara color esperanza
tentar al futuro con el corazón...
Beijo gigante...
por Silvestrinha... * 5:38 PM
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[Sexta-feira, Novembro 23, 2007]
... O novo, credo, a fé que você deposita em você e só...
Às vezes, é preciso muitas noites insones, com a dor e a solidão como companhias, e milhares de lágrimas prá conseguir entender o que acontece. É como se, em algum momento de insanidade, você conseguisse enxergar tudo o que existe à sua volta de fora, e, assim, livre de qualquer pré-coneito que se tenha, analisar a situação exatamente como ela é. Simples assim. Frio assim.
E foi assim que eu entendi. Deixando delado a dor que eu sentia, as coisas ficaram mais claras, e eu consegui enxergar os ciclos de todo mundo. O meu, principalmente. E eu percebi que, nesse tempo todo, eu aprendi o que eu tinha que aprender. Eu estive presente onde eu tinha que estar, na hora certa. Eu ouvi e ajudei quando eu pude, e da maneira que eu pude. Eu aprendi tudo o que eu precisava. Eu cresci o quanto eu pude. E, da mesma forma, todo mundo o fez. Talvez não igualmente, mas isso também não importa tanto assim. E foi aí que eu vi que esse ciclo tinha acabado. Prá todo mundo. E aí, de repente, não doeu mais. Eu não chorei mais. Eu entendi, e aceitei.
Agora, os ciclos vão ser outros. Prá cada um, um ciclo novo, uma nova chance de crescer e de aprender mais coisas. E, num novo ciclo, não cabem mais coisas velhas. O que passou, passou. E pronto. Agora, é hora de abrir caminho pro que ainda há de vir. Guardar coisas velhas é ocupar o espaço que a gente vai precisar prás coisas novas. Ainda tem muito tempo e muita coisa prá vir. Boas ou ruins, só o próprio tempo há de saber.
E, se eu decidi entrar nessa de viver, eu vou até o fim. Com toda a coragem. Com toda a intensidade e vontade de fazer sempre a coisa certa. Com toda a força que eu nem sei de onde vem. Com toda a fé cega nas pessoas, mesmo quando não é a coisa mais sensata a se fazer. Com a certeza de que, mesmo se o dia estiver nublado e frio, o sol vai sempre estar lá prá mim.
E eu vou tropeçar mais mil vezes. E eu vou cair outras tantas. E eu vou chorar, de dia ou de noite. E eu vou passar mais infinitas noites insones. E eu vou hesitar e ficar em cima do muro. E eu vou duvidar das coisas. E eu vou errar, muito. E eu vou ficar feliz mais um bilhão de dias sem fim. E eu vou chorar de felicidade. E eu vou rir. E eu vou pular e cantar e dançar. E eu vou ser eu mesma, sempre, com toda a intensidade do mundo, e com tudo de bom e de ruim que isso vai me trazer ainda. Mas nunca, em nenhum milissegundo, eu vou estar sozinha nessa.
Por todas as coisas, eu agradeço. Boas ou ruins, todas elas me fizeram ser quem eu sou hoje. E o que vai ficar é muito mais do que os laços invisíveis das fotografias. Por todo o sempre, eu vou levar comigo a certeza de que tudo valeu a pena, e que, só por ter acontecido, já foi o melhor. De coração, obrigada...
... Há mais coisas pra ver,
Mais que a imaginação,
Muito mais pro tempo permitir!
São tantos caminhos pra se seguir
E lugares pra se descobrir.
E o Sol a girar sob o azul deste céu
Nos mantém nesse rio a fluir
É o ciclo sem fim
Que nos guiará
A dor e a emoção
Pela fé e o amor...
Beijo gigante...
Ps.: Desculpa pelas coisas q eu te disse ontem. Às vezes, minha falta de talento prá entender as coisas na primeira vez me faz ficar muito diferente mesmo. E obrigada pela companhia sempre. E obrigada pela surpresa no fim... Amo amo...
por Silvestrinha... * 3:46 PM
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[Segunda-feira, Novembro 05, 2007]
... Envelheço na cidade...
Havia um plano, uma saída, uma breve intenção de fuga. Mas ainda estou aqui. Ocupando meu lugar no mundo. Desisti de desistir dos sonhos. O cansaço reinventou-se em ânimo. Das lembranças no varal, me apeguei às dos jogos infantis. E os sonhos parecem sair do coma. Eles até acenam enquanto durmo. Enquanto penso que durmo. É dificil enfrentar o mundo mas é mais dificil ainda enfrentar a si mesmo. Então quase desisti e cedi espaço à parte de mim que quer desistir. Mas ainda estou aqui. Ocupando meu lugar no mundo. A outra parte foi valente. Aquela que outrora mudou o curso de uma vida. É, o cansaço reinventou-se em estímulo. Das lembranças no varal, me apeguei às das guerras que venci. E os sonhos parecem sair da UTI. Eles até sussurram enquanto esqueço. Enquanto penso que esqueço. Então havia um plano, uma saída, uma breve intenção de fuga.
No entanto: planos mudam...
Beijo grande...
por Silvestrinha... * 2:59 PM
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[Quarta-feira, Setembro 06, 2006]
Teorema não contradiz axioma
Como será o amanhã?!
Responda quem puder
O que irá me acontecer?!
O meu Destino será como Deus quiser...
Minhas filhas andam querendo se matar. Vira e mexe, a gente ouve os gritos, sai correndo prá ver o que acontece, e, quando a gene chega lá, vê a Beatriz no pescoço da Carolina, e não há Cristo que faça a mais nova, a Bia, largar a mais velha. E lá vai meu irmão, desesperado, tentar, de alguma forma, separar as duas. Ontem aconteceu de novo, e meu irmão molhou as coitadas prá ver se conseguia separá-las, antes que uma matasse a outra. Sobrou secar as duas prá mim, claro. A Carolina, morrendo de medo da outra, ficou quietinha enquanto eu passava o secador de cabelos nela, coisa que nunca aconteecu em quase oito anos. Quando a gente achou que estava tudo calmo, cada um pegou uma cria, e levou prá sua cama. Eu fiquei com a Ana Beatriz, e não consegui dormir direito a noite toda, porque ela não sossega um minuto...
No meio da madrugada, comecei a divagar sobre cartas e domingos... Coisas tão diferentes, opostas eu diria. E, pela lógica, não faz sentido, pelo menos não prá mim. A divergência entre coisas suplementares, gera dúvidas sobre a veracidade de cada uma delas. Numa mesma teoria, não podem existir corolários, nem axiomas, nem teoremas que sejam contrários, já que, por definição, cada um deles existe para provar que a teoria em questão está correta, sem sombra de dúvidas.
Tudo bem que, entre cartas e domingos, assim como as teorias mais furadas, ambos têm lá suas verdades. Outubro, por exemplo, é sempre um mês de mudanças na minha vida, de alguma forma. Às vezes, até acho que meu ano deveria começar em Outubro, não em Janeiro como o de todas as pessoas. Se, prá algumas pessoas, as águas de março levam o verão, prá mim, a primavera traz vida nova com as flores que chegam.
... E agosto veio, já foi, e nada aconteceu. Quem tinha que partir prá procurar outro rumo continua por aí, sugando o pouco de paciência que ainda me resta. E quem remou prá outros mares foi justamente quem estava ancorado no porto mais seguro, e vai passar por tormentas, tempestades e trovoadas absurdas, de graça. Só nos resta esperar prá ver se os marinheiros descobrem a troca a tempo de evitar que o Titanic encontre o iceberg, e todo mundo seja salvo...
O vai-e-vem talvez seja mais paupável. Sem saber nada, descreveu toda uma situação, tal qual acontecera. E, mesmo com tudo o que aconteceu, o elo que une as duas pontas me parece mais forte do que uma passagem breve. Passo, então, a não crer muito no fim do ano, já que cada coisa tem um tempo prá acontecer, mas mantenho a fé no que há de vir a ser, mesmo que as condições, todas, sejam contrárias por hora.
Nessas horas, eu sinto falta do Zé, porque era ele quem sempre sabia o que dizer, o que fazer. Era ele quem tinha a certeza de todas as coisas, de todos os passos que eu ia dar. Era ele quem falava comigo com certeza, com autoridade. Era nele que eu confiava, acima de tudo. Era o Zé, e só ele...
Enfim... Eu só queria que as minhas filhas parassem de se estranhar, porque eu tenho medo que uma hora aconteça o pior.
Beijinhos...
por Silvestrinha... * 7:23 PM
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[Sexta-feira, Agosto 18, 2006]
[ Das coisas que eu não me importo ]
Eu sinto que sei que sou
um tanto bem maior!!! /o\ /o\ \o/
Impressionante como a falta de uma pessoa faz o restante todo ficar ruim, dia após dia. E nada no Universo faz o ar ficar mais leve nesse período. Impressionante como, na falta de aguém maior, fulano se sente no topo do mundo. Definitivamente,. quando o gato não está, o rato acha que é dono da casa.
Que tem gente que não vai com a minha cara é fato - e tá cheio dessas por aí, por sinal. Que tem gente que se incomoda com a minha respiração, há quilômetros de distância, não tem o que discutir. Eu me conheço bem, e sei que, à primeira vista, é quase impossível alguém simpatizar com a minha pessoa, porque, segundo alguns relatos de pessoas que sobreviveram na minha vida após o primeiro contato, meu jeito florestal de ser passa a impressão de que eu sou uma pessoa deveras arrogante, e blá blá blá... Em alguns casos, - menos do que eu gostaria, mas enfim -, a convivência vai mostrando quem eu realmente sou, e a opinião das pessoas, de repente, pode mudar... A Chiquinha escreveu outro dia, no orkut, que, depois de um tempo, ela percebeu que eu era uma pedra preciosa, que só precisava ser lapidada... Bonito, né?! Adorei!!
Enfim... O fato de uma pessoa, qualquer que seja ela, não gostar de mim, não me incomoda. Acredito que, se eu sou um desafeto prá alguém no mundo, não vai ser o sentimento ruim que esse(s) ser(es) tem por mim que vai me fazer perder o tino, ou me desviar do caminho que eu tracei prá mim, afinal de contas, isso não influi nas minhas conquistas/derotas de cada dia.
Sendo assim, não me importa se, na ausência do agente apaziguador dos ânimos de quem fica do lado de lá. Não me importa se eu recebo e-mails me cobrando coisas que eu sei que eu tenho que fazer - e já fiz; nem o olhar de desprezo que, logo cedo, lançam à minha pessoa; nem as fofocas na hora do café pago que eu nunca vou; nem os comentários maldosos que eu ouço de quem não foi convidado à covnersa... Nada, repito: nada do que você e sua amargura por ter que conviver comigo, por motivo de força maior, me abala. E, se começar a abalar, eu pego meu violão imaginário com toda a calma do mundo, coloco no colo, fecho os olhos, e toco a música que eu estiver ouvindo no momento - incrível como isso me faz bem, e como isso estressa ainda mais a Estrela
Essas pessoas/coisas/sentimentos, eu guardo no mesmo baú onde estão o que os outros pensam e falam sobre mim. E esse, acredite, é bem fechado e fica do lado de fora do meu Universo.
Daí, nasce a máxima do mês: abstrai... a vida é tão maior!!
Beijo grande...
por Silvestrinha... * 8:34 PM
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[Quinta-feira, Agosto 10, 2006]
A ausência é uma presença que significa
Never thought I could miss you like this
There won¿t be stars shooting down from the sky
There won¿t be dreams coming true in my life
I¿ll never feel love that real
I can only pretend
Until I see you again
A luz do seu quarto está acesa, a janela está aberta desde o começo da tarde. Por mais que eu saiba que não é você que está lá, eu olho de cinco em cinco minutos, numa esperança tola, quase infantil de te ver novamente. Chorei outro dia, ao ver que a moça da novela morrera, era só uma novela, mas foi triste... Eu sai correndo da sala e me escondi no quarto pra chorar sozinha, e pra que ninguém me visse chorar.
Às vezes as coisas parecem com antes... Aliás eu comecei o dia pensando em você, sonhei com você, aqueles nossos sonhos felizes, que eu te contava, toda cheia de esperança, nos nossos eternos passeios.
Entro no msn com a esperança idiota de ver você online, mesmo que a gente não fale nem uma palavra, como aconteceu milhares de vezes. Eu me lembro de daqui há cinco anos, e o jeito que você me olhava enquanto eu falava. Eu me lembro das infinitas horas de conversa boba, de manha, de brigas, e sempre a câmera ligada, prá gente se ver quando não podia, e a gente falava da vida, e você dizia que eu era a sua vida... Infinitas vezes o universo ao cubo, prá sempre que nunca acaba... .
Sabe, eu sinto tanto a sua falta, e sinto tanto não ter dito quando podia, eu sinto tanto por ter me deixado levar, por não ter pensado direito, por não ter visto o quanto, apesar da mágoa, o que existia entre a gente era real, e ter parado enquanto ainda era tempo de sermos um. E eu sinto muito pela escolha que eu fiz, e você sabia, desde sempre, que era errada. E eu sinto por ter feito a maior besteira da minha vida, e por ter tomado coragem prá dizer tarde demais.
Eu sinto falta de escrever prá você, em todo lugar, e ver as respostas postadas em algum canto da internet. Eu sinto falta do frio na barriga que eu sentia quando a gente falava no telefone. Eu sinto falta do som da tua voz. Eu sinto falta do teu cheiro, dos teus abraços apertados, dos teus olhares doces, da certeza de que você estava comigo sempre. Eu sinto falta dos dias, das noites, dos sonhos, das cores. Eu sinto falta do que fomos e do que mais ninguém poderá ser.
E eu sinto uma dor que não passa, não vai embora e eu sei que não irá tão cedo, nem tão fácil. Se eu pudesse dizer alguma coisa, só mais uma coisa, eu diria que não sei viver com tanta falta de você.
Ps.: Espero que você nunca leia....
por Silvestrinha... * 10:44 PM
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[Quarta-feira, Junho 14, 2006]
Poderia correr o mundo
Dar voltas e mais voltas
Conhecer lugares mórbidos
Lugares fantasticos de luz e som
Poderia conhecer pessoas, homens mulheres e crianças
Ver animais de todas as espécies
De borboletas a golfinhos
E ainda assim não teria visto nada ...
Poderia ser o melhor em alguma coisa
Ou simplismente ser bom em muitas
Mas sem saber como dominar meu coração
O aperto que só ele sente
Numa dia triste qualquer
A água batendo no telhado, a rede na varanda
Longe, ou dentro de casa
O aperto, como que dizendo
Pedindo, quase chorando...
Há algo em mim, que não sei bem o quê
uma falta, uma ausência
Que nem mesmo o mundo inteiro junto pode conter
É o peito quem clama
A mente desengana
Os olhos voam longe
E os dedos tocam o vazio
Os ouvidos procuram na música
E tudo se torna cinza,
Mesmo que ainda seja o primeiro dia de carnaval
É algo que não sei explicar
Não sei dizer
Apenas sei sentir...
Meio sem querer, vem sem avisar
Me toma de subito e me faz chorar
O vazio na vida, afunda, me empurra
... E o peito chora, chora e ñ sangra
Don't take away my precious illusions... They're the only thing I have from something that didn't happen at all - and never ever would do...
Triste... E muito, muito mais...
por Silvestrinha... * 11:04 PM
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[Quarta-feira, Abril 26, 2006]
O útimo cortejo
Se lembra quando a gente
chegou um dia a acreditar
que tudo era prá sempre
sem saber...
Abri meu armário, no trabalho, hoje. Meu pensamento estava longe, voltado a uma pequena discussão que acontecera horas antes - e já está virando rotina brigar pelo mesmo motivo, sempre. Um monte de coisas velhas jogadas, copos, lanchinhos, relatórios, apresentações, caixa de sapato (!!!)... A mesma bagunça de sempre, enfim.
Não sei porque cargas d'água, uma coisa que há tanto tempo eu guardava, e tantas vezes fiz questão de não querer ver - tantas que nem me lembrava mais da existência dela no meio da minha bagunça. Não sei bem o motivo, mas alguma coisa me levou a finalmente pegar nas mãos a pasta. Com ela nas mãos, sem abrir prá ver oq eu tinha nela, me lembrei do dia que eu decidi que queria guardar todas as coisas que fizessem parte daquilo. Decidi que finalmente havia chegado a hora de abrí-la, afinal de contas, como me disse alguém que eu gosto muito outro dia, nada acontece por acaso...
Abri, tirei tudo o que tinha nela, e comecei a ver e ler todas as coisas, por ordem de acontecimento... Dois anos quase de história, da minha história, guardados no meu armário, e cada pequena coisa foi montando um filme na minha cabeça... A primeira conversa séria, a primeira declaração, a primeira briga, a primeira foto, a primeira viagem, a primeira decepção...
Tantas coisas pequenininhas assim, que eu nem me lembrava mais que existiram, de repente, se transformou nas pequenas peças do quebra-cabeças que eu tentava montar há tanto tempo. Foi quase como se eu estivesse lendo os arquivos do meu blog, mas com uma grande diferença: a outra visão dos fatos, na hora em que eles aconteciam.
Engraçado como o que antes me parecia real, palpável o tempo todo, agora, com a poeira no chão (coisas da Esposa, sempre), e as coisas teoricamente no lugar, me soa falso, surreal... Não sempre, claro, porque até certo ponto - e agora eu sei qual é -, foi verdadeiro. Engraçado como a gente sempre percebe as coisas muito tempo depois, né?!
Minha mãe bem tinha razão. Dois meses exatos antes, eu tive a primeira de inúmeras provas de que o apocalipse estava perto. Não posso dizer que não fui advertida, porque e lembro de cada vez que ela me avisou, mas, naquele momento, eu estava tão cega que não enxergaria nem um elefante cor de rosa, e não adiantaria ela me dizer nem meia palavra, eu simplesmente não queria ver.
No fim das contas, acho qeu chegou a hora de enterrar os mortos em seu devido lugar. Chega de fantasmas, de assombrações, de almas penadas, ou qualquer coisa que o valha. É chegada a hora de finalmente conduzir o cortejo ao sepúlcro, e deixar lá os que se foram. Dizer adeus não é fácil, mas algumas vezes é necessário. Vá com Deus, e que a luz te guie, sempre.
Sem lágrimas, sem dor. Chega de prisão, de escuridão. Finalmente, as amarras estão soltas, e eu posso seguir em frente, sem medo. Vida nova, com tudo novo.
E, quanto à minha pasta, às minhas recordações... pensei, sim, em jogar tudo dentro do caixão, e enterrar junto com o corpo. Mas, num minuto de consciência que tive, decidi levar comigo, por onde quer que eu vá. Dessa vez, porém, como intuito de me lembrar quem eu era, e quem eu sou agora. Mais forte do que nunca.
E agora, com a pasta a tiracolo, vou prá casa, pro meu lugar...
Beijinhos...
Ps.: Hey, você aí... Faz festa surpresa pra´mim?? Queria tanto... =/
por Silvestrinha... * 7:22 PM
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[Quinta-feira, Abril 06, 2006]
All that's left of yesterday
If I smile and don't believe
Soon, I know, I'll wake from this dream
Don't try to fiz me - I'm not broken
Hello, I'm the lie living for you so you can hide - don't cry
Minha visão embaçada, de repente, ficou clara. Meus olhos viram, mas minha mente não quis acreditar. Minhas pernas estremeceram, meu coração bateu forte. Em questão de segundos, uma história inteira passou pelos meus olhos... Minha salvação, o ápice, o delcínio, e a minha perdição. Minhas mãos, geladas, tremendo, mostrando o medo que eu senti naquele momento. Medo dos olhos, medo do som da voz, medo de cada marca... Muita dor ao sentir o punhal adentrando, mais uma vez, minha alma.
Gritei, em silêncio, por ajuda, e a mão que semrpe segura a minha apertou forte. Uma lágrima ensaiou um pranto, mas a força daquela mão não a deixou cair. E um sussurro aos meus ouvidos: fica calma, vai ficar tudo bem em pouco tempo... Me tranquei, mais uma vez, no escuro, na esperança de que a assombração me deixasse em paz. Me enganei, os mesmos olhos estão por toda a parte, não há como fugir... A música... You don't have to ask me, you know you're all that I live for...
Olhos nos olhos. Sem brilho, sem vida. Foi como se eu estivesse olhando prá alguém que eu mal conhecia... Nem parecia a mesma pessoa... O vazio, a dor, e mais nada... Tão igual, mas tão diferente... As palavras que me disseram uma vez ecoaram na minha mente... Era verdade, você sempre soube. Por toda a vida, vai sempre faltar uma parte, nunca vai ser completo. De repente, percebi o real sentido disso, a exata proporção das palavras do velho sábio. Desepero total...
Ninguém prá me salvar de mim mesma. O Cavaleiro da Armadura Dourada estava muito ocupado em seu cavalo branco prá olhar dentro dos meus olhos e perceber o que estava acontecendo - as flores eram belas demais para não admirá-las... É uma pena que eu, agora, só consiga ver aqueles olhos, que tanto me machucam e vão machucar sempre, por onde quer que eu olhe... Os mesmo olhos, a mesma dor...
Suddenly, I know, I'm not sleeping... Em casa, o lugar mais seguro de todos, me dei conta do que está acontecendo. De um estalo, acordei e percebi que minha fuga prá ser livre se tornou minha prisão, meu pior pesadelo. O que antes era surreal demais, de repente, ficou claro demais, real demais - tanto que chega a doer. Me perdi, mais uma vez, e não sei se um dai vou conseguir me encontrar...
por Silvestrinha... * 7:23 PM
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[Domingo, Abril 02, 2006]
Some things never change
Sábado. Acordar na hora do almoço. Almoçar. Ter a idéia de ir no mercado comprar CD. Meio do caminho e pensamento longe, passar na casa da amiga e fazer visita. Comprar CD, e chocolate prá quem tava dormindo, e tiara de coelhinho porque a gente é feliz (?). Tomar coca. Buscar o Pedro. Fazer visita. Ganhar um Leão e um chaveiro - obrigada, de verdade. Voltar prá casa. Tom,ar banho. Sair.
Caminho errado. Telefone que toca, depois te ligo. Estacionar o carro. Telefone de novo. Conversinha. Leão quase roubado de novo. O Conrado chegou, o olho brilhou. Comer. Conversar. Falar das coisas, quase todas, como eu nunca tinha falado antes (primeira vez na noite). Ceticismo. Realismo. Pé no chão. Sempre.
Passeio prá comprar mais drink. Tudo fechado, acha um posto com loja de conveniência. Conversar com o Conrado. Imagem e Ação sem desenhar. Muitas mímicas. Muito estresse. Todos Jogam que troca de lugar. Monica Geller, de Friends para a roda de amigos. Olha como esse leão parece. Muitos risos. Engraçado.
Carona. Conversa séria por causa da música que tocava - a música... Doendo. Falar sobre mais coisas que eu nunca tinha falado anes (segunda vez). Vazio. Dor. Saudade. A ferida que dói e nunca pára. Mão no ombro. Calma, não chora. Desculpa, não consigo segurar às vezes, dói demais. Quero não acreditar que não foi proque atrapalhou - a história é mais bonita do outro jeito.
Arruma o Leão, Silvestra, coloca o cinto de segurança nele. A mesma música da outra hora. Chora, faz bem. Andar de carro até parar de chorar. Uma hora e quinze minutos, exatos. A mesma música. Chega em casa e acorda a mãe prá abrir o portão. Guarda o carro. Se cobre qeu tá frio. Adormece. Acorda prá buscar o Leão. Volta e dorme. Sonho estranho. Os mesmos olhos...
Domingo. Ir com a mãe no mercado. Agora é pick up - do jeito que eu queria, da cor que eu queria. A mesma coisa, sempre. Os mesmos olhos. Olhos nos olhos. A mão que pediu ajuda, de dentro da alma. Voltar prá casa.
Almoço. Conversas no msn. Entra prá ver o programa que ia aparecer a vizinha. Sai. Dá uma volta. Quase, mas não, ainda não. Cerveja e vodka.Fotografias velhas. Recodações. O e-mail. Vazio. Dor. Saudade. A ferida que dói e nunca pára. Lágrimas e chuvam molhando o vidro da janela.
Nem a dor, nem o amor... Quando é de verdade, nunca acaba... Prá sempre existe, sim, mas só pro que é real...
por Silvestrinha... * 6:00 PM
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[Segunda-feira, Março 27, 2006]
Tudo numa coisa só
O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente
Se não vai mesmo adiantar falar alguma coisa, vou guardar silêncio. Se nem mesmo eu sei o que acontece, quem dirá saber explicar prá alguém... Se nada doq eu eu disser, fizer, há de mudar alguma coisa agora, vou parar de remar e deixar o brco correr, a favor da maré. Em algum lugar, não impora qual, eu vou chegar. Quando?! Só o mar há de saber... Mesmo com a tormenta, não vou ter medo. O que tiver de ser, vai ser.
As lágrimas são adereços, adornos de usar
Por que me mostra o mar, se eu quero ver um navio?!
(...)
A lágrima não é só de quem chora
Considere suas as minhas lágrimas, assim como eu, agora, considero as suas como minhas. Mea culpa, bem sei. Se tudo o que eu fiz na vida, agora já não tem importância, já não vale de nada, nem mesmo prá mim, eu já não sei de mais nada da minha vida. Aliás, não saber de nada ultimamente anda sendo rotina. É uma somatória de cosias, e, ao mesmo tempo, não é nada, entende?! Dessa, vez, eu entendo... A falta de chão, a falta de luz, a falta de todas as coisas que eram e que não serão nunca mais... Consegue perceber prá onde eu vou?! Prá lugar nenhum, porque eu simplesmente não sei por onde andar sem machucar ninguém, nem a mim mesma...
... E o fim é belo incerto...
depende de como você vê
o novo, o credo, a fé que você deposita em você e só
Mil coisas e nada passam na minha cabeça. Se, prá mim, é complicado entender, imagino prá quem está fora. Nçao culpo ninguém, talvez nem a mim mesma, porque achoq eu sempre aconece o que tinha que acontecer. Se a vida fechar uma porta, automaticamente abre outra, ou uma janela, ou algo que o valha. Questão de tempo, talvez, ou de oportunidade, sei lá. Podia ter sido diferente, podia não ter sido... Mas, se é assim, não me resta outra alternativa a não ser aceitar e viver da melhor maneira, como eu sempre fiz, a vida toda... Acima de qualquer coisa, eu sempre tive an cabeça que eu tenho qeu amar a vida que eu tenho, já que é a única que me cabe...
De ontem em diante,
Serei o que sou no instante agora
Onde o ontem, o hoje e o amanhã são a mesma coisa
Sem falsas esperanças. Sem falsas expectativas. Racionalismo e realismo máximos agora. Se tudo oq eu acontece nos traz algo que precisamos rpa´seguir em frente, talvez eu estivesse precisando de algo que eu ainda hei de descobrir. Mas não agora, nem amanhã. Por enquanto, vai ser assim, e, se um dia mudar, é porque tinha que mudar. Você não errou, em nenhum momento, e na verdade acho quer ninguém está errado. Nem eu, por não saber, nem você, por qualquer coisa que tenha passado na sua cabeça.
Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Quero que você saiba quie qualquer que seja meu destino, vou estar bem, sempre. Não vou me esquecer de nada do que passou, nem por meio segundo que seja. Cada fato, cada sorriso, cada lágrima, cada dor, cada abraço, vou levar comigo em todos os dias da minha vida. E, se eu sentir saudade, vou fechar os olhos e reviver cada dia da minha vida... Prá você, sempre, vou estar aqui, seja nessas linhas, ou em qualquer lugar.
Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E a tua ausência fazendo silêncio em todo lugar...
Um dia eu volto...
Grande beijo...
por Silvestrinha... * 8:19 PM
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[Domingo, Março 26, 2006]
Sem a sombra da dor
Às vezes eu penso se é melhor separar
Brigando e voltando não dá pra continuar
Essas marcas vão ficando
E aos poucos acabando
Com nosso amor
Quero abraçar, te beijar e dizer que vai passar
Só de pensar em adeus eu sinto que vou chorar
Tantos erros cometidos
Essas mágoas tatuadas
Coisas que eu não sei se vão se apagar
Será que o amor não consegue andar
Sem a sombra da dor?
Será que já chegou a hora
Do nosso sol se pôr?!
Será que nós dois não damos valor
Por tudo aquilo que podemos perder?!
Será que o amor não consegue andar
Sem a sombra da dor?!
Eu quero abraçar, te beijar e dizer que vai passar
Só de pensar em adeus eu sinto que vou chorar
O futuro vai dar certo
Nosso céu está aberto
Não há limite ou fim... da paixão
West Rocky canta minha vida, prá variar... Dói... Muito...
por Silvestrinha... * 2:22 PM
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[Segunda-feira, Março 20, 2006]
Da Arte da Guerra, da Dor de Cotovelo, e afins
Dor de cotovelo todo mundo sente um dia, sabe, mas ninguém tem o direito de abrir a vida das pessoas assim, como se não fosse nada. Aliás, dor de cotovelo é uma coisa que se deve sentir calada, não de boca aberta, afinal de contas ninguém liga pro quanto o outro sofre por alguém - cada um já tem coisas demais prá se preocupar na vida. Ainda mais alguém tão desprezível como você.
Demorou prá colocar as mangas de fora, hein?! Demorou prá fazer alguma coisa, até estranhei. Não ouvi da sua boca o famosíssimo você vai pagar caro por isso, mas eu posso jurar que ouvi teus pensamentos. Esse tempo todo, tenho certeza de que você ficou maquinando um planinho prá estar naquele lugar, naquela hora... Aliás, que diga-se de passagem, era uma festa de aniversário, na qual nem convite recebeste...
Engraçado que, por mais que eu nunca quisesse acreditar, várias pessoas já tinham me dito o quão medíocre você era, mas eu não quis acreditar. Achei que sua maldade, seu egoísmo, não me atingiriam mais a partir do momento de sanidade que eu tive em tirar você de vez da minha vida. Ledo engano o meu, né?! Prá variar, eu e a minha estranha mania de acreditar em poucas boas ações... Anyway...
Se o fim da história mais sem sentido de todas não foi o que você esperava, se você acreditou, de verdade, em uma coisa que nunca teve razão de ser, por n³ motivos, eu só posos lamentar por você. Posso enumerar infinitas razões pro fim, mas acho qeu ainda assim sua cabeça limitada não conseguiria alcançar meu raciocínio. Algumas pessoas não sabem mesmo aceitar um ponto final, em nada. Algumas pessoas não aceitam a derrota, e, depois de perder a guerra, se empenham na vingança, em atacar por trás. A arte da guerra, criança, requer, acima de qualquer coisa, coragem prá assumir quaisquer consequências que seus atos possam trazer, e, acima de tudo, atacar de frente.
Me abstenho de qualquer tipo de comentário raivoso. Me abstenho da vontade sem tamanho de desejar-lhe o mal. Naõ, naõ vou pagar na mesma moeda, se é o qeu esperas. Até porque, meu General foi ferido, mas você se esqueceu que a minha horda é a mais forte de todas, e nada no mudno é capaz de vencê-la. Você bem sabe da minha força, e conhece bem quem me acompanha sempre de perto.
Iluda-se, então, com a sensação de vitória. Iluda-se com o doce fel de ver o que fizeste de mal. Feche os olhos prá força que cresce a cada dia naquilo que você tanto quer acabar. Crie sua realidade, e se contente em apenas viver essa ilusão. Faça o que quiser, diga o que quiser. Na hora certa, você vai colher os frutos de cada pequena atitude que você toma. A Lei nunca falha, e nunca falhará - e isso é a coisa que eu mais tenho fé na vida.
No fim, todas as pessoas, direta ou indiretamente envolvidas e afetadas sabem que isso é fruto da sua eterna falta do que fazer. Seu ócio repugnante e sem tamanho fez de você um escravo do lado negro de todas as coisas. Você decidiu como preencher seu tempo, e, cá entre nós, é por isso que as coisas nunca andam na sua vida. A pior escravidão é aquela em que o sujeito vive acorrentado à escuridão e ao vazio de sua própria alma... Triste essa sua sina, não?!
Sua boca ainda há de ser seu sepulcro. Quanto mais maldades vocês proferir, mais funda será sua cova... Escolha sua, sempre. Aliás, como todas as coisas na vida. Naõ chore quando seu castelo de ilusões ruir - fizeste suas escolhas, arcarás, inevitavelmente, com as consequências delas.
Continuo meu caminho, masi forte que ontem, e menos que amanhã, mesmo com todas as tuas investidas contra tudo o que eu acredito. Não me incomodo com tuas maldades, com tua infantilidade. Pelo contrário, posto que essas coisas todas, esses obstáculos só fortalecem o que hoje eu tenho de mais certo, e de mais meu.
No fim das contas, o tiro que você deu, mesmo sem querer, saiu pela culatra. O punhal que você me ameaça, hoje, via ser o mesmo qeu você há de enfiar no teu peito. Não hoje, não amanhã. Você vai saber quando a hora chegar, e vai se lembrar de cada palavra q eu escrevo aqui. Aproveite o doce gosto da tua ilusão, porque a realidade é muito, muito amarga.
Ps>: Eu ia postar outra coisa, que talvez coubesse melhor agora, mas tô cansada, com o pé doendo, e molhada... fica esse mesmo, outro dia eu posto o outro se eu tiver saco... Enfim...
por Silvestrinha... * 10:39 PM
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[Terça-feira, Março 14, 2006]
Hora do Recreio
Amigo, companheiro de colégio
Hoje eu canto de alegria por de novo te encontrar
Nas férias, eu brincava todo dia
mas no fundo o que eu queria era mesmo estar aqui
De novo, as aulas começaram... Na verdade, começaram dia 20, mas, como sempre, eu tirei as minhas habituais férias de início de semestre. Três semanas... As três últimas semanas de sono tranquilo, de noites bem dormidas, de falta de olheiras, de falta de cansaço... Acabou a minha vida boa, e, só de pensar nisso, me dói a alma... Medo infinito de não conseguir conseguir estudar o tanto que eu preciso prá passar nos 20 créditos - como diria a Cristina Cerri, coordenadora da Licenciatura do Muito Estranho, para cada hora que você passa na faculdade, você tem que estudar mais uma, o que no meu caso, dá quase 20 horas no final de semana... Ah, tá, deixa comigo... Humpf!
Quero infinito tomar jeito agora, de verdade. Preciso me formar, já não aguento mais essa vida acadêmica, com tantos trânsitos, e tantas coisas não muito boas... Força na peruca, Silvestra, e bóra nóis estudar, me disse um amigo ontem. Se eu for depender da minha peruca cansada, no sentido literal, tô bem lascada, mas enfim, o semestre tá no começo, e a primeira prova sempre vale um caminhão - ou seria isso um jogo de truco?!
Encontrei os meninos ontem, as girls da minha vida estavam de folga - porque são folgadas. O Bruno, as usual, dormindo no CAMAT, uns gatos pingados no CEC, outros tantos na sala de aula, e uns poucos no corredor do Sandrão... Foi legal, me diverti muito, dei umas risadas, levei uns tapinhas de leve, engoli umas respostas secas, tudo prá não comprometer as horas difíceis das P3 e Subs... Tô ficando espertinha, vejam vocês!!
A primeira aula foi uma decepção... A professora, menor que eu, é gringa, não fala quase nada de português. Até aí, sem problemas, já que o livro vai ser em russo (!!!), e o que mais tem nas bandas da Rua do Matão número 1000 são professores importados dos lugares mais inusitados do mundo. A matéria toda na internet, sem lista de presença - boiada, acho... Ainda bem que é Estatística Descritiva, imagina se fosse Dissertativa...
A segunda aula, pela terceira vez, é a tentativa de Óptica... Ô derrota... Pelo menos, o professor é brasileiro, mestrando, e tem cara de cegueta... De repente, me lembrou o Theo, que, na época que me deu aula, fazia mestrado - mas continua cegueta (hehe)... E lá vou eu arrumar outro companheiro de cerveja no bar da Física... E a amiga do Ângelo na minha sala, que só é diferente de mim no tamanho - ela é menor q eu uns 04 centímetros. Ai, ai... Semestre lascado... Arrependimento master de enfiar tanta matéria... E o limite da minha preguiça tendendo a mais infinito...
E hoje, lá vou eu de novo... Só a segunda aula, o que é pior. Tudo bem, dá tempo de comer sossegada, ir no CEC, assistir Friends no CAMAT, dormir um pouco... Todo o tempo do mundo antes da aula do Chico Ruim... Eis aí o diretor da FUVEST. O cara é um mala sem alça, eu já briguei feio com ele uma vez, ele já me colocou prá fora da sala, me expulsou da matéria... Acho que só vou fazer prova na sala dele, e fazer o resto com o Verderezi... Ah, quem liga?! Eu não... hihihi...
Ah, deixa... Uma hora tudo muda. Agora mesmo, vejam vocês, tô focada no dia 23, quinta que vem. FEA Mix... Delicia de balada. Jose Cuervo prás girls e Red Bull com Red Label pros boys. Jurupinga. Red Label. Mais jurupinga. Vodega. Coca cola. Cuba. Red Label com Coca Cola. Jurupinga com Red Label. Vodega com Jurupinga. Jurupinga com Coca Cola. Gente, muita gente. Realiza essa festa... Realiza a Silvestra nessa festa... Quase melhor que a Peruada da Sanfran - mas nada nunca o é deveras... Delicinha de festinha prá Silvestrinha Cachacinha...
... No fim das contas, faculdade é bom por isso: qualquer dia, qualquer hora, sempre é hora de recreio... E os recreios sempre são melhores que Carnaval em Salvador... Yeah!
Beijinhos...
por Silvestrinha... * 6:49 PM
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[Quarta-feira, Março 08, 2006]
Prá eu não esquecer...
- Mentira tem perna curta. Quase mais curta do que as minhas...
- Tomorrow never knows.
por Silvestrinha... * 9:07 PM
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[Segunda-feira, Março 06, 2006]
Advices
Algumas coisas, quando ditas, ferem o mais profundo sentimento que a gente guarda. Dóem tanto, que nem sempre é bom serem ouvidas mais que uma vez, posto que a cada vez que se recorda de cada palavra dita, é o mesmo que enfiar o punhal mais e mais prá dentro da alma. É, eu bem sei disso, passei por isso uma vez, e quis ouvir de novo só prá ter certeza - grande idiotice, mas enfim...
E, quando se ouve coisas assim mais de uma vez, se não tomarmos cuidado, acabamos nos jogando num precipício, e, a cada vez que as palavras ecoarem dentro da nossa cabeça, caímos mais e mais... Sofrimento desnecessário, acho, principalmente quando já se sabe de cor cada palavra, e, quiçá, que nada do que tentarmos dizer vá mudar efetivamente alguma coisa.
É a ferida que sangra e não pára que dói. É a navalha que entra cada vez mais na carne que dói. É a lembrança que faz doer mais. Eu bem sei, já estive lá. já sofri horrores, já chorei horrores, já me machuquei inventando verdades pra´mim mesma. Sinceramente, nada disso ajudou, nada disso me fez parar de sentir dor - e nem sei se ainda hoje eu não sinto. Uma vez, alguém me disse que a gente nunca pára de sentir dor, que ela vai estar sempre lá, e, vez em quando, ainda vai machucar por qualquer motivo, mas, ainda assim, a gente aprende a carregar os fardos, as dores, e vai levando por aí uma bagagem enorme pela vida, sem perceber.
Hoje, não sei mais se eu tenho alguma coisa a acrescentar. Acho que eu já disse tudo o que eu queria no outro dia, e qualquer coisa a mais seria desnecessário. Que eu estou bem, todo mundo sabe. Que eu estou feliz, apesar do pesares, também. Que eu torço pela queda de alguém - cuidado com o ego agora, não é prá você -, também, afinal de contas, sou humana, e tenho cá a minha metade ruim como todo mundo, é natural.
Concordo que é justo uma nova conversa. Concordo que talvez eu tenha feito da maneira menos certa, mas, sabendo das possíveis consequências prá mim, e depois de ter feito tudo o que eu podia prá poupar sofrimentos, não vi melhor forma de resolver as coisas. Não acho que me cabe pedir desculpas, porque, por mais que tentem me dizer o contrário, ninguém tem culpa, ninguém manda nessas coisas, elas simplesmente acontecem.
A única coisa que eu queria, agora, era não fazer mais nenhuma lágrima cair. Não quero ser eu a empurrar o punhal mais prá dentro de você - faço isso em mim mesma de vez em quando, e isso, por si só, me consome muito tempo. Impossível, acho, já que a conversa toda vai girar em torno de um mesmo assunto. Se eu estivesse do outro lado, talvez não quisesse uma conversa agora, talvez eu tentasse me curar um pouco, e depois pediria a conferência... Mas cada um sabe de si, e sabe o quanto pode aguentar.
De qualquer forma, não vou mudar de idéia. Estou decidida, sei o que eu quero, e sei que estou fazendo o que é certo prá mim, por hora. Arrependimento, a essa altura do campeonato, já não cabe mais. Escolhi, sim, meu caminho, e estou muito feliz prá considerar sair dele.
Onde antes havia chuva e vento frio, hoje existem apenas cores, brilhos, e o chão dourado. Meus sapatinhos, agora de cristal, brilham, e me levam sempre pro mesmo lugar, o lugar que eu escolhi prá ficar, o lugar onde eu finalmente encontrei o que eu procurava... Que mais posso eu, Ser estanho e verde da Floresta Encantada, querer?!
Beijinhos...
Ps: Só mais alguns dias... Eu vou, vou mesmo. Acabou.
por Silvestrinha... * 8:16 PM
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[Quinta-feira, Março 02, 2006]
O não, o sim, e outras histórias...
Eu decido as coisas na minha vida, certo?! Se eu digo nao, é não e acabou. Se eu digo sim, é sim. E, se eu não digo nada, nunca se sabe. Eu me pergunto qual a parte do "eu não quero mais" que tem gente que não entende. Odeio quando eu digo uma coisa, bato o pé que é o que eu quero, e tem gente que não entende o que eu quero dizer. Vou deixar bem claro então: não é não e ponto. Não tem talvez, não tem arrependimento. Nunca se esqueça de que eu sou taurina, e, portanto, teimosa por definição. Se tentares mudar minha cabeça, será o mesmo de que falar com uma porta. Não tente, em vão, que eu faça tuas vontades, porque isso está fora de cogitação. Minha vida, eu cuido, eu decido. Sempre.
Acho que não tem nada que eu odeie mais do que os arquivos do meu blog. São passado, arquivo morto. Morto e enterrado. Nada irreal, mas são coisas que passaram, que não fazem mais parte da minha vida hoje - literalmente, eu diria. Foram momentos, coisas que aconteceram, que existiram, mas que hoje já não cabem mais. Passei sim por muita coisa, vi e vivi inúmeras vezes o sol nascer e a noite cair. Fui feliz, sim, mas também chorei, também senti na boca o amargo do fel.
Não meça minhas atitudes hoje pelo que aconteceu ontem. Não se deixe levar por meia dúzia de palavras que tinham sentido, mas que se perderam em algum lugar. O ontem passou, é arquivo, é fóssil. O que vale, prá mim, hoje, é o momento que eu tô vivendo, seja ele escrito ou só sentido - nem comento nada sobre esse caso em específico. Antes disso, só brumas, névoas, lembranças. Eu deixo os arquivos aqui prá eu ler de vez em quando, e me divertir com algumas coisas, não esquecer do quanto eu errei, dar valor à coisas que eu não dava... Simples assim, entende?!
Percebe que o que aconteceu no passado, mesmo que um passado não tão distante, jamais muda o presente?! Percebe que, mesmo que qualquer pessoa diga qualquer coisa, ou tente mudar o que eu vivo hoje, nada, nunca, vai ser mais forte que a minha vontade?! Só eu sei o que é melhor prá mim, se é que você me entende...
Quero e preciso das coisas do meu jeito. Na minha vida, agora, só o que me faz bem, o que me faz feliz. Diferente disso, não tem razão de ser...
Beijinhos...
Ps.: Brinca mesmo... É legal, né?!
Ps do Ps.: Feliz da vida... Não esperava, de verdade, mas definitivamente, não tinha coisa que eu quisesse mais... Muito feliz, infinito...
por Silvestrinha... * 7:08 PM
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[Quarta-feira, Março 01, 2006]
Pierrot, Colombina, e Carnaval
Quatro longas horas de trânsito, sem rádio no carro, e ouvindo a voz insuportável da menina no banco de trás. Quatro longas horas de troca de mensagens pelo celular, e cantando as músicas que tocavam nos outros carros, só prá Luciana num dormir no volante.
Acordar com um copo de vodka na mão... Ficar ouvindo mil bobeiras sem prestar a menor atenção, grudar no celular esperando uma mensagem... Ir prá praia sozinha, e cair no mar com canga, chinelo da Lu e celular... Sentar na areia, e agradecer por tudo isso, por eu estar sendo tão feliz, por eu poder estar longe de tudo o que me faz mal, e tão perto da melhor coisa que eu podia querer... E cantar prá ela, só prá ela, prá dizer o quanto eu sinto a falta dela, e o quanto eu queria voltar... Ai, que saudade da Janaína....
E passar o dia esperando visita. E abrir o maior sorriso quando a visita chegou... E achar o cúmulo a forma como os outros haitantes da casa trataram as minhas visitas, e deixar as visitas acabarem com a cerveja da geladeira e depois ir embora feliz, porque sabia exatamente o que salvaria meu feriadão.
Três horas de ônibus. Três horas. Sentada naquele banco desconfortável, com um monte de gente estranha e um milhão de malas e mochilas, e blusas - e esquecer a metade das coisas prá trás. E tocar violão na praia meio deserta, parecnedo um luau daqueles que tinha há muito tempo atrás em brotas. E passar a noite conversando, e olhando no olho, e sendo feliz... Feliz como há muito tempo eu não era...
E o nascer do sol na praia... Perfeito. prá brindar a minha felicidade, e a Janaína tão perto... O mar, o céu, a gente junto... Parecia coisa de filme, mas não, era só o Destino, que, mais uma vez, me mostra coisas e coisas... Ai, ai...
Saldo geral do final de semana: gorfo na sala prá eu limpar, broccoflowers infinito, bolinhas de queijo pretíssimas e macarrão com queijo e presunto, litros e litros de vodega com coca, medo, ônibus, lanche esquisito, praia e piscina, mil coisas perdidas em todos os lugares... E, acima de qualquer coisa, a bobice absurda e a felicidade infinita da Silvestrinha - e isso, nada nem niguém póde mudar.
... E eu já tô com saudade de novo... E que quero tudo de novo, sem aposta... Definitivamente, se todo carnaval tem seu fim, esse entrou prá minha história, e nunca mais vai acabar...
Infinitamente feliz, e nas nuvens...
Ps.: Ouro dia eu escrevo com mais calma, tá bom?? Thanks, again, for every single second... And it's not magica, it's written...
por Silvestrinha... * 12:14 AM
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[Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006]
E se fosse de verdade?!
Por que é que o mar
Não se apaixona por uma lagoa?!
Por que a gente nunca sabe
de quem vai gostar?!
E se, de fato, eu tivesse conhecido alguém que tivesse mexido comigo, bem lá no fundo?! E se esse alguém fosse tão especial prá mim, que conseguiu me mostrar, em um instante, em um olhar que só a gente viu, que isso era recíproco?! E se, mesmo longe, eu sentisse a presença desse alguém aqui perto, e soubesse, de vez em quando que sou eu em seus pensamentos?!
E se essas borboletas na minha barriga fossem de verdade?! E se realmente meu sorriso se abrisse, e meus olhos brilhassem a cada e-mail que chega?! E se eu mudasse a marca do meu cigarro, porque uma outra me faz lembrar alguém?! E se eu quisesse tanto que matassem aula, só prá conversar comigo?! E se meus sonhos, de repente, fossem sequestrados por uma pessoa só?!
E se na minha cabeça, o tempo todo, passasse o tempo todo um filme, com todas as vezes que eu encontrei alguém?! E se minhas pernas tremessem, só de ouvir a voz do outro lado da linha?! E se a minha vontade de estar com alguém fosse infinitamente maior do que a minha fome?! E se qualquer telefonema de madrugada me fizesse lembrar um mesmo dia, porque eu queria que tivesse sido diferente?!
E se eu tivesse medo de passar por tudo de novo?! E se o medo que eu tenho de me magoar fosse infinitas vezes maior do que a vontade que eu tenho de estar com alguém?! E se não tivessem tantas coisas ruins prá atrapalhar?! E se tivesse sido tudo diferente desde o início?!
E se eu agisse, e deixasse a minha vontade ser maior do que todas as coisas me separam de alguém?! E se eu tirasse os meus sapatinhos de chumbo - aqueles, de muito tempo atrás - e me deixasse levar?! E se eu não tivesse com tanto medo de voar?! E se tivesse alguém que meensinasse a voar?!
E se fosse verdade que tem alguém que pensa em mim, e que me quer, do mesmo jeito que eu?! E se eu acreditasse, de verdade, em cada palavra que eu escuto?! E se eu me deixasse levar, e me apaixonasse de novo?!
Situações hipotéticas. Coisas que eu queria que fossem diferentes agora, nesse exato momento. Vontade de tirar alguém do meu pensamento e materializar bem aqui, na minha frente, onde eu possa pegar, tocar, abraçar, beijar... Às vezes, penso mesmo que isso é coisa da minha cabeça, tipo um sonho muito bom... O grande xis da questão é que eu não sei se quero acordar. o sonho é bom demais prá eu abrir os olhos...
Beijinhos
por Silvestrinha... * 6:22 PM
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